A Comissão Europeia propôs um conjunto de novas medidas para reforçar a segurança rodoviária, reduzir a poluição e adaptar as inspeções automóveis à realidade tecnológica atual.
Na Insparedes, acompanhamos de perto estas atualizações, pois refletem o futuro das inspeções técnicas a nível europeu — e o seu impacto direto no dia a dia dos condutores portugueses. Saiba tudo!
Desde a última grande revisão das regras em 2014, o setor automóvel evoluiu rapidamente: veículos elétricos tornaram-se mais comuns, os sistemas de assistência à condução avançaram significativamente e o parque automóvel está cada vez mais envelhecido.
Estes fatores exigem uma nova abordagem às inspeções técnicas, mais alinhada com as necessidades reais de segurança e sustentabilidade. A verdade é que muitos acidentes graves continuam a ser causados por falhas mecânicas em veículos mal conservados.
A par disso, uma pequena percentagem de veículos com elevadas emissões representa um grande impacto negativo na qualidade do ar. Há ainda práticas como a manipulação dos quilómetros no hodómetro que prejudicam a confiança nas transações e comprometem a segurança.
O que prevê a nova proposta da Comissão Europeia?
A proposta legislativa inclui um conjunto de alterações significativas que serão aplicadas progressivamente nos próximos anos. Eis os principais destaques:
1 – Inspeções adaptadas à nova geração de veículos
Veículos elétricos e automóveis equipados com sistemas avançados de assistência à condução passarão a ter testes específicos. A integridade dos sistemas eletrónicos e de software será avaliada, garantindo que tudo funciona corretamente — e de forma segura.
2 – Testes de emissões mais rigorosos
Serão aplicadas novas tecnologias para detetar partículas ultrafinas e óxidos de azoto (NOx), mesmo quando há manipulação dos sistemas de controlo de emissões. O objetivo é identificar e remover da estrada os veículos mais poluentes.
3 – Combate à fraude nos quilómetros
Os dados de quilometragem passarão a ser registados em bases de dados nacionais e partilhados entre países da UE, dificultando práticas fraudulentas e protegendo os consumidores no mercado de usados.
4 – Digitalização de documentos
Os certificados de inspeção e de registo vão existir também em formato digital, facilitando os processos administrativos e o acesso à informação por parte de condutores e autoridades.
5 – Reconhecimento de inspeções noutros países da UE
Durante um período de até seis meses, uma inspeção técnica realizada num Estado-Membro será reconhecida noutro. Uma medida pensada para quem viaja, vive temporariamente noutro país ou compra veículos no estrangeiro.
6 – Maior acesso a dados técnicos por parte dos centros de inspeção
Com acesso facilitado às especificações técnicas dos veículos, os centros poderão realizar verificações mais detalhadas e rigorosas — assegurando uma inspeção mais fiável e completa.
Segurança, saúde e um futuro mais sustentável
A Comissão Europeia estima que estas novas medidas, quando aplicadas entre 2026 e 2050, possam salvar mais de 7.000 vidas e prevenir cerca de 65.000 feridos graves em toda a União Europeia.
Ao mesmo tempo, espera-se uma redução significativa da poluição atmosférica e sonora nas zonas urbanas. Estas alterações integram-se no plano europeu “Visão Zero”, que tem como objetivo eliminar mortes e feridos graves nas estradas até 2050, com uma meta intermédia de 50% até 2030.
As propostas seguem agora para discussão no Parlamento Europeu e no Conselho da União Europeia. Após a sua aprovação, será definido o calendário de aplicação prática nos vários países, incluindo Portugal.
Na Insparedes, continuaremos a acompanhar o processo legislativo e a preparar os nossos centros para responder às novas exigências técnicas, garantindo-lhe sempre uma inspeção rigorosa, transparente e atualizada. Na estrada e na legislação, estamos sempre ao seu lado!
A Insparedes deseja-lhe Boas Viagens!