A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública lançaram recentemente a campanha de Segurança Rodoviária “Viajar sem pressa”, que visa alertar os condutores sobre os riscos do excesso de velocidade.
O excesso de velocidade é uma das principais causas de acidentes rodoviários, responsável por mais de 50% das infrações registadas, bem como pelo índice de mortalidade rodoviária.
Um dos claros exemplos é o caso de atropelamento, já que a probabilidade de morte aumenta mediante a velocidade a que os veículos circulam. Um veículo que viaja a 30km/hora, tem a probabilidade de mortalidade do peão, em caso de atropelamento, de 10%.
Já um veículo que circule a 50km/hora, vê essa probabilidade aumentada para 80%. Contudo, um veículo a circular a 70km/hora, tem a probabilidade de causar a morte por atropelamento, em cerca de 100%.
Quando ocorrem acidentes rodoviários, a velocidade é um dos piores inimigos. Por isso, os radares tornam-se uma ferramenta útil, controlando a velocidade a que os condutores circulam. A localização precisa de cada radar pode ser consultada mensalmente, no website da Polícia de Segurança Pública (PSP).
Na secção “Quem avisa”, no blog de notícias do site da PSP, poderá saber o local, data e hora onde serão instaladas os radares em cada mês. Desta forma, os condutores poderão efetuar uma condução cuidadosa e mais consciente.
Porém, não são publicados todos os radares em funcionamento em Portugal, apenas os que estão situados nos lanços mais perigosos. Advindo da ação “Viajar sem pressa”, novos trinta radares foram instalados, dez dos quais medirão a velocidade média a que os veículos circulam num determinado lanço de estrada.
De acordo com o projeto do orçamento Geral do Estado para 2022, esta medida terá um impacto de receitas de cerca de 13 milhões de euros. O investimento em sistemas de tecnologias de informação e comunicação implica também o desenvolvimento do Sistema de Infrações Administrativas de Trânsito (SCOT+), que gera uma poupança de cerca de 2,4 milhões de euros, através da desmaterialização do procedimento administrativo envolvido.
Já sabe que, pelo menos mais 30 radares vão “andar de olho posto em si” e começar o ano com coimas por velocidade, não é lá boa forma de o iniciar! Por isso, o ideal é precaver-se. Como? Moderando a velocidade a que circula, independentemente de saber onde se situa qualquer radar!
A Insparedes deseja-lhe Boas Viagens!